EDIFÍCIO DO BDMG, MARCO NA ARQUITETURA MINEIRA E NA HISTÓRIA DO BANCO



Oito anos após a inauguração do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, iniciou-se, em 1970, a construção de um dos edifícios mais emblemáticos de Belo Horizonte. O projeto, idealizado pelo arquiteto mineiro Humberto Serpa, foi o vencedor do concurso público organizado pelo BDMG para definir as formas da sede do Banco. Uma proposta estética rica, com o concreto armado como uma das suas principais características.

Os arquitetos Marcos Vinícius Meyer, William Abdalla e Márcio Pinto participaram da execução do projeto, realizada pela Santa Bárbara Engenharia. O prédio, inaugurado em 1974, foi erguido durante a gestão do ex-presidente Lúcio Assumpção. A construção da sede do BDMG trouxe para a cidade um edifício inovador, que utilizou o que havia de mais moderno nos sistemas construtivos da engenharia naquele tempo, segundo a arquiteta e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Celina Borges.

Ao longo da construção, muitos estudantes de arquitetura visitaram as obras, como o arquiteto Gustavo Penna, que admirava a construção mesmo antes de ser finalizada. Para ele, a capital mineira ganhava um edifício contemporâneo, com formas metálicas expostas, vidros por toda a sua extensão e que transparecem a continuidade dos andares, além de permitir o diálogo com a cidade e com os pedestres. “Seus pilares, mais afastados, dão espaço para jardins e envolvem o público que caminha ao redor do edifício”, afirma Gustavo.

Vizinho de um dos principais cartões postais de Belo Horizonte, a Igreja de Lourdes, o prédio do BDMG foi construído de maneira que pudesse refletir a arquitetura neogótica* da igreja. De acordo com os arquitetos, o edifício valoriza o que está em seu interior e, também, o que está fora dele, por meio de seus reflexos e de sua transparência.

A edificação, hoje, é um elemento cultural e educativo, ícone arquitetônico da cidade e objeto de estudo. Sua estética, diferenciada das construções convencionais da capital, imprime personalidade ao prédio, além de enobrecer a história do Banco e de Minas Gerais.

 

*O termo faz referência a um movimento artístico que tem lugar nos séculos XVII e XVIII na Europa, ancorado numa retomada da arte e da civilização medievais e em particular da arquitetura gótica.

A perícia e racionalidade construtiva do gótico – com suas estruturas reduzidas ao mínimo, arcos em ogivas, agulhas e capitéis – sublinhada pelos precursores do movimento, será reafirmada pelo arquiteto e engenheiro francês Eugène Emmanuel Violet – le- Duc (1814 – 1879), responsável pela restauração de diversas catedrais francesas.
Ouça o depoimento da funcionária e arquiteta: Júnia Ordones
Áudio: junia_ordones.mp3


> LINKS RELACIONADOS

Etapas de construção da nova sede do BDMG

- Jornal Estado de Minas, 02 de abril de 1974

Enciclopédia Itaú Cultural – artes visuais

Wikipedia | Neogótico

31/10/2013 18:36
Áudio, Imagem, Link, Texto
bdmg, BDMG Cultural, História, Rede de Histórias, Prêdio, Memória de Minas Gerais, Arquitetura de Minas Gerais, edifício sede

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31/10/2013

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