A Relevância do agronegócio para Minas e para o BDMG

Para o BDMG, o agronegócio é parte importante de uma cadeia produtiva de grande relevância para Minas e para o Brasil. Em Minas Gerais, a população rural é de 2,9 milhões de habitantes¹, e a agricultura familiar ocupa 41%, ou cerca de 1,2 milhão de pessoas.² As pequenas propriedades e minifúndios de Minas são 88% do total, representando 34% da área das propriedades rurais.²

Desde o início de suas atividades, o Banco atuou junto aos pequenos agricultores. Ainda na década de 1960, promoveu a recuperação da cafeicultura no Sul de Minas e acionou um programa de modernização dos laticínios, ainda familiares e quase artesanais. Em 1971, implementou o Programa de Crédito Integrado (PCI), para o assentamento de famílias no Triângulo e Alto Paranaíba num sistema pioneiro, com assistência técnica da Emater, visando ao início da utilização dos cerrados como terras cultiváveis, e a transformar a agricultura de subsistência em atividade empresarial.

Em 1973, veio o Programa de Assentamento Dirigido do Alto Paranaíba (Padap), para a fixação de famílias de pequenos agricultores em áreas de cerrado, construção de estradas e linhas de energia, armazenagem, redes de água, escolas, centros de saúde e escolas. Essas iniciativas motivaram o governo federal a lançar o Polocentro, para o cultivo do cerrado em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, sendo que, em Minas, o BDMG foi o principal agente financeiro. Terminado o Polocentro, iniciou-se o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer).

Esses programas, iniciados de forma pioneira pelo BDMG, e assimilados pelo governo federal, permitiram a utilização racional e eficaz das áreas de cerrado.

Para promover melhorias nas pequenas propriedades rurais, o BDMG operou diversos programas de financiamento para irrigação, eletrificação e telefonia, drenagem de várzeas e armazenagem, além da tecnificação das atividades de pecuária. Também foram significativos os financiamentos aos pequenos produtores rurais integrados aos grandes frigoríficos na suinocultura e avicultura, agregando valor e tecnologia ao agronegócio de Minas. Projetos integrados como os da Sadia e Pif-Paf aumentaram a importância do Estado no agronegócio brasileiro.

Atuando em todas as regiões do estado, o BDMG também financiou, nos últimos 20 anos, o assentamento de centenas de famílias por meio do Projeto Jaíba, no Norte de Minas, considerado o maior projeto público de irrigação em área contínua da América Latina. Através do Fundo de Desenvolvimento Regional do Jaíba, com recursos do governo estadual e empréstimo do Japão (Overseas Economic Cooperation Fund), foram assentadas, inicialmente, cerca de 800 famílias de pequenos agricultores. Hoje, aliado também a investimentos empresariais, o Jaíba tornou-se forte pólo em fruticultura, inclusive para exportação.3

 

Imagens projeto Jaíba. Acervo BDMG. 

Através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o BDMG vem financiando o pequeno produtor rural em propriedade própria ou de terceiros. Os investimentos incluem máquinas e equipamentos, instalações de produção, custeio de safra e serviços agropecuários. E, em 2012, foi lançado o BDMG Campo Solidário, programa emergencial de apoio financeiro a agricultores familiares para reparação de danos causados por chuvas e inundações.

Para atingir com mais eficácia seus objetivos nesse segmento de atuação, o BDMG firmou convênios com as cooperativas de crédito do Sistema Sicoob em todas as regiões do Estado, simplificando as transações e facilitando a vida do pequeno empreendedor rural.

Fontes:

1 – Censo Agropecuário 2006, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

2 – Perfil do Agronegócio Mineiro, SEAPA/MG, set. 2011.

3 – “A Trajetória do BDMG”, 1997.

O BDMG incentiva o plantio de seringais em Muriaé, como alternativa e diversificação da agricultura da região. 2011. Jornal BDMG. Assista a este e a outros Casos de Sucesso aqui, no site do BDMG.


 

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29/08/2012 09:09
Texto
Projeto Jaíba, Agricultura, Agronegócio, PRODECER, micro empresa, pequena empresa, Polocentro

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29/08/2012

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